Quintas de leitura

Quintas de Leitura: Ainda não há camas só para pesadelos

Um verso do poeta António José Forte dá título a esta sessão integrada no programa dos “Dias de Desassossego ́18”, uma organização da Casa Fernando Pessoa e da Fundação José Saramago.
O desassossego invade o palco do Campo Alegre, que reúne seis vozes de gerações diferentes, seis vozes inquietantes, seis vozes detonadoras: Fernando Pessoa, José Saramago, António José Forte, Luiza Neto Jorge, Adília Lopes e José Miguel Silva.
O escritor e editor Rui Manuel Amaral falará sobre o universo poético da sessão e comentará alguns dos textos escolhidos. Uma intervenção sem rede, sem peias. No ecrã, a imagem incendiária de Alex Gozblau, interagindo com as leituras das atrizes Teresa Coutinho, Crista Alfaiate e ainda Adolfo Luxúria Canibal, poeta, letrista e vocalista da banda “Mão Morta”. Vozes radiosas, cavernosas, peremptórias, ao serviço do desassossego.
Entre leituras, um inusitado momento de novo circo, protagonizado pela companhia Radar 360°. Poesia a rimar com acrobacia. A dança da Palavra.
A música também não poderá faltar neste sarau poético. A abrir, o som mágico do pianista, compositor, poeta, João Paulo Esteves da Silva. E, como se não bastasse, anuncia-se ainda a presença de Lobos de Barro, o novíssimo projeto que une Valter Lobo (voz, guitarras, letras) e André Lobo (piano, teclas, programações). Um diálogo entre dois juristas, que é um autoexame e uma redenção. O abraço fértil entre três instituições (Casa Fernando Pessoa, Fundação José Saramago e Teatro Municipal do Porto) ao serviço do sonho e da imaginação. “Acreditar é tornar real”.

Novembro 22 @ 22:00
22:00 — 23:00 (1h)

Foyer Teatro do Campo Alegre, Porto, Teatro Municipal do Porto