Vida do Grande D. Quixote de La Mancha do Gordo Sancho Pança, de António José Da Silva, é a última criação do Teatro do Bolhão e tem encenação de Kuniaki Ida.

O espetáculo está em cena, até dia 24 de novembro, no Auditório do Palácio do Bolhão (quartas, às 19:00; quinta a sábado, às 21:30; domingo, às 16:00) e tem como protagonistas Paulo Calatré e António Capelo, nos papéis de D. Quixote e Sancho Pança.

Neste espetáculo dirigido por Kuniaki Ida em que ilusão e realidade se confundem num universo delirante e cómico, o idealismo não é só uma forma de escapismo, mas também a capacidade de ver outra realidade, utópica, e deixar-nos perder, divertir e maravilhar com D. Quixote e Sancho Pança.

Vida do Grande D. Quixote de La Mancha do Gordo Sancho Pança, de António José da Silva, narra as aventuras deste cavaleiro que transforma constantemente o real: imagina guerreiros, imagina batalhas, imagina uma amada… Sempre acompanhado pelo seu companheiro Sancho Pança, segue em aventuras que ele próprio inventa, apagando os limites  entre o real e o imaginado e questionando a nossa capacidade de ver para além do que estabelecemos como normal.

Mais informações, Teatro do Bolhão.

São 100 Anos, Poças!

Mai 01, 2018

Poças celebra 100 anos com programa dedicado à cultura.

No ano em que comemora o 100º aniversário, a Poças vai promover um conjunto de iniciativas ligadas à arte e à cultura, revelando novos talentos e homenageando o conceito de legado familiar. 

O programa cultural estende-se à literatura, música, arte pública e teatro. Para cada uma destas áreas, foi convidado um artista que, além de ser também ele herdeiro de um talento familiar, representa atualmente o passado, o presente e o futuro da sua arte.

No capítulo da literatura, a escolha recaiu sobre o jovem escritor Afonso Reis Cabral, vencedor do Prémio Leya em 2014 com o romance “O Meu Irmão”. É trineto de Eça de Queiroz, mas a genética, por si só, não explica tudo. Afonso encontrou o seu próprio caminho e é hoje uma das promessas da Literatura portuguesa, estando já marcado o lançamento de um novo livro para o final do ano. 

“O respeito pela arte e pela cultura é um dos maiores legados deixado pelo nosso bisavô. Talvez porque, para nós, fazer vinho seja mesmo isso: uma forma de arte e um ativo vivo da nossa cultura. Por isso, na passagem do centenário, queremos homenageá-la em várias frentes, identificando pessoas que, tal como nós, estejam a reinventar uma vocação familiar.”

– Pedro Poças Pintão, 4ª geração da família Poças

Das artes de palco, a inspiração chegou de Tomás Wallenstein, identificado como uma das vozes da sua geração. Filho de uma cantora lírica e de um contrabaixista, foi também na música que o seu talento se revelou e aos 26 anos é a voz dos Capitão Fausto, uma das bandas mais influentes da atualidade e que este ano acrescenta um novo disco ao seu portefólio. 

Símbolo de uma geração é também o artista Artur Silva, hoje reconhecido por Bordalo II, nome artístico que escolheu como homenagem ao avô, pintor, promovendo uma continuidade e reinvenção do seu legado artístico. Distanciando-se da pintura clássica, a arte pública viria a ser o palco eleito para as suas explorações de cor, focando-se atualmente no questionamento da sociedade materialista de que faz (também) parte. 

Num outro palco, as cortinas abrem-se para revelar não um, mas vários talentos familiares. É no Teatro do Bolhão que a ACE (Academia Contemporânea do Espetáculo) se afirma como uma das principais escolas de artes performativas do país, formando gerações. Avós, pais e filhos contracenam juntos, mostrando que o Teatro está vivo e continua a desempenhar um importante papel na formação da sociedade.  

Para cada uma destas áreas – literatura, música, arte pública e teatro – estão reservadas várias ações, entre as quais diversos eventos gratuitos para o público, convidando-o a celebrar o centenário com a empresa. Todas as informações serão reveladas nos canais online da Poças, com especial destaque para o site 100.pocas.pt, que além da informação sobre a efeméride se pretende assumir como um ponto de encontro cultural.

Ver programa cultural

TEATRO | THEATRE

Nov 29, 2018

Em cartaz até 09 de dezembro, no Salão Nobre do Palácio do Bolhão, Teatro (Theatre) é um texto de Zeferino Mota com encenação Zeferino Mota e de Pedro Fiúza.

Teatro (Theatre) é um espetáculo que reage às mudanças profundas e rápidas (tecnológicas, sociais, humanas…)  das últimas décadas que tendem a ser “percebidas e sentidas como traços permanentes da condição humana ou como normalidade”,  e que foi “motivado” por duas principais inquietações:

– Até que ponto o teatro do nosso tempo está a transformar-se numa das muitas extensões de um sistema que de forma eficaz reduz cidadãos a consumidores, sem que disso nem os próprios se apercebam?

– Será que a multiplicidade dos “teatros” do nosso tempo (como os canais da TV por cabo) não oculta, paradoxalmente, um dogmatismo que impõe o idêntico e o entretenimento?

Num cenário que é uma casa e ao mesmo tempo uma cela, a peça vai-se desenvolvendo sem que sejam abandonadas estas inquietações.

Apesar do título, Teatro (Theatre) não é especialmente destinada ao meio teatral ou ao público habitual de teatro. Dirige-se a todo aquele que pretende alimentar “a nobreza de espírito” numa sociedade desorientada e num “mundo sem regras” em que somos diariamente pressionados a “sermos menos éticos para alcançarmos mais sucesso”.

 

 

De Zeferino Mota

Encenação Pedro Fiuza e Zeferino Mota

Interpretação Daniel Macedo Pinto, João Cravo Cardoso e Sandra Salomé

Cenografia Cátia Barros

Figurinos Manuela Ferreira

Desenho de Luz Mário Bessa

Imagem Luís Troufa

Colaboração Musical Ernesto Coelho