TEATRO | THEATRE

29 Nov 2018 in  Teatro

Em cartaz até 09 de dezembro, no Salão Nobre do Palácio do Bolhão, Teatro (Theatre) é um texto de Zeferino Mota com encenação Zeferino Mota e de Pedro Fiúza.

Teatro (Theatre) é um espetáculo que reage às mudanças profundas e rápidas (tecnológicas, sociais, humanas…)  das últimas décadas que tendem a ser “percebidas e sentidas como traços permanentes da condição humana ou como normalidade”,  e que foi “motivado” por duas principais inquietações:

– Até que ponto o teatro do nosso tempo está a transformar-se numa das muitas extensões de um sistema que de forma eficaz reduz cidadãos a consumidores, sem que disso nem os próprios se apercebam?

– Será que a multiplicidade dos “teatros” do nosso tempo (como os canais da TV por cabo) não oculta, paradoxalmente, um dogmatismo que impõe o idêntico e o entretenimento?

Num cenário que é uma casa e ao mesmo tempo uma cela, a peça vai-se desenvolvendo sem que sejam abandonadas estas inquietações.

Apesar do título, Teatro (Theatre) não é especialmente destinada ao meio teatral ou ao público habitual de teatro. Dirige-se a todo aquele que pretende alimentar “a nobreza de espírito” numa sociedade desorientada e num “mundo sem regras” em que somos diariamente pressionados a “sermos menos éticos para alcançarmos mais sucesso”.

 

 

De Zeferino Mota

Encenação Pedro Fiuza e Zeferino Mota

Interpretação Daniel Macedo Pinto, João Cravo Cardoso e Sandra Salomé

Cenografia Cátia Barros

Figurinos Manuela Ferreira

Desenho de Luz Mário Bessa

Imagem Luís Troufa

Colaboração Musical Ernesto Coelho

Vida do Grande D. Quixote de La Mancha do Gordo Sancho Pança

Nov 02, 2018

Vida do Grande D. Quixote de La Mancha do Gordo Sancho Pança, de António José Da Silva, é a última criação do Teatro do Bolhão e tem encenação de Kuniaki Ida.

O espetáculo está em cena, até dia 24 de novembro, no Auditório do Palácio do Bolhão (quartas, às 19:00; quinta a sábado, às 21:30; domingo, às 16:00) e tem como protagonistas Paulo Calatré e António Capelo, nos papéis de D. Quixote e Sancho Pança.

Neste espetáculo dirigido por Kuniaki Ida em que ilusão e realidade se confundem num universo delirante e cómico, o idealismo não é só uma forma de escapismo, mas também a capacidade de ver outra realidade, utópica, e deixar-nos perder, divertir e maravilhar com D. Quixote e Sancho Pança.

Vida do Grande D. Quixote de La Mancha do Gordo Sancho Pança, de António José da Silva, narra as aventuras deste cavaleiro que transforma constantemente o real: imagina guerreiros, imagina batalhas, imagina uma amada… Sempre acompanhado pelo seu companheiro Sancho Pança, segue em aventuras que ele próprio inventa, apagando os limites  entre o real e o imaginado e questionando a nossa capacidade de ver para além do que estabelecemos como normal.

Mais informações, Teatro do Bolhão.

São 100 Anos, Poças!

Mai 01, 2018

Poças celebra 100 anos com programa dedicado à cultura.

No ano em que comemora o 100º aniversário, a Poças vai promover um conjunto de iniciativas ligadas à arte e à cultura, revelando novos talentos e homenageando o conceito de legado familiar. 

O programa cultural estende-se à literatura, música, arte pública e teatro. Para cada uma destas áreas, foi convidado um artista que, além de ser também ele herdeiro de um talento familiar, representa atualmente o passado, o presente e o futuro da sua arte.

No capítulo da literatura, a escolha recaiu sobre o jovem escritor Afonso Reis Cabral, vencedor do Prémio Leya em 2014 com o romance “O Meu Irmão”. É trineto de Eça de Queiroz, mas a genética, por si só, não explica tudo. Afonso encontrou o seu próprio caminho e é hoje uma das promessas da Literatura portuguesa, estando já marcado o lançamento de um novo livro para o final do ano. 

“O respeito pela arte e pela cultura é um dos maiores legados deixado pelo nosso bisavô. Talvez porque, para nós, fazer vinho seja mesmo isso: uma forma de arte e um ativo vivo da nossa cultura. Por isso, na passagem do centenário, queremos homenageá-la em várias frentes, identificando pessoas que, tal como nós, estejam a reinventar uma vocação familiar.”

– Pedro Poças Pintão, 4ª geração da família Poças

Das artes de palco, a inspiração chegou de Tomás Wallenstein, identificado como uma das vozes da sua geração. Filho de uma cantora lírica e de um contrabaixista, foi também na música que o seu talento se revelou e aos 26 anos é a voz dos Capitão Fausto, uma das bandas mais influentes da atualidade e que este ano acrescenta um novo disco ao seu portefólio. 

Símbolo de uma geração é também o artista Artur Silva, hoje reconhecido por Bordalo II, nome artístico que escolheu como homenagem ao avô, pintor, promovendo uma continuidade e reinvenção do seu legado artístico. Distanciando-se da pintura clássica, a arte pública viria a ser o palco eleito para as suas explorações de cor, focando-se atualmente no questionamento da sociedade materialista de que faz (também) parte. 

Num outro palco, as cortinas abrem-se para revelar não um, mas vários talentos familiares. É no Teatro do Bolhão que a ACE (Academia Contemporânea do Espetáculo) se afirma como uma das principais escolas de artes performativas do país, formando gerações. Avós, pais e filhos contracenam juntos, mostrando que o Teatro está vivo e continua a desempenhar um importante papel na formação da sociedade.  

Para cada uma destas áreas – literatura, música, arte pública e teatro – estão reservadas várias ações, entre as quais diversos eventos gratuitos para o público, convidando-o a celebrar o centenário com a empresa. Todas as informações serão reveladas nos canais online da Poças, com especial destaque para o site 100.pocas.pt, que além da informação sobre a efeméride se pretende assumir como um ponto de encontro cultural.

Ver programa cultural