Quintas de leitura

17 Dez 2018 in  Literatura

Quintas de leitura são uma das propostas da programação de literatura do Teatro Municipal do Porto.
No âmbito do seu centenário, a Poças tem marcado presença durante o ano de 2018.
A próxima sessão será esta quinta-feira, como habitualmente no Auditório do Campo Alegre, às 22 horas.
O título de um poema de Joaquim Castro Caldas, poeta falecido há 10 anos e grande impulsionador das noites do Pinguim Café, inspira esta sessão.

“Aos 80 que se Freud / porque a morte”. Pedro Lamares irá recordar-nos, em jeito de homenagem, alguns textos deste insurgente poeta. Saudades de chumbo. O coletivo poético “O Copo” vem comemorar ao Campo Alegre os seus 20 anos de existência. Nuno Moura e Paulo Condessa irão recordar-nos alguns momentos das suas relampejantes passagens por este ciclo poético. Cesariny, Adília e O`Neill no cardápio. Tempo ainda para Renato Filipe Cardoso apresentar a sua performance poética “Nunca te Foram ao Céu?”. Vetusto e insigne, o eclesiástico Sem Frei na Língua celebra a divindade celestial da Poesia, invocando ao altar alguns dos mais sarcásticos e irreverentes espíritos do verso e do reverso. Três momentos, três sopros de Vida, abençoados com a pintura surrealizante de Mário Vitória. O Campo Alegre a caminho de A(MAR-TE). E, como se não bastasse, anunciamos ainda a sensualidade e o vislumbre acrobático da bailarina Liliana Garcia. Mathilda, acompanhada pelo one-man band Gobi Bear, e Homem em Catarse dão música a esta festa da poesia. Porque “a poesia é tudo o que nasceu com asas a cantar”.

Mais informações aqui.

São 100 Anos, Poças!

Mai 01, 2018

Poças celebra 100 anos com programa dedicado à cultura.

No ano em que comemora o 100º aniversário, a Poças vai promover um conjunto de iniciativas ligadas à arte e à cultura, revelando novos talentos e homenageando o conceito de legado familiar. 

O programa cultural estende-se à literatura, música, arte pública e teatro. Para cada uma destas áreas, foi convidado um artista que, além de ser também ele herdeiro de um talento familiar, representa atualmente o passado, o presente e o futuro da sua arte.

No capítulo da literatura, a escolha recaiu sobre o jovem escritor Afonso Reis Cabral, vencedor do Prémio Leya em 2014 com o romance “O Meu Irmão”. É trineto de Eça de Queiroz, mas a genética, por si só, não explica tudo. Afonso encontrou o seu próprio caminho e é hoje uma das promessas da Literatura portuguesa, estando já marcado o lançamento de um novo livro para o final do ano. 

“O respeito pela arte e pela cultura é um dos maiores legados deixado pelo nosso bisavô. Talvez porque, para nós, fazer vinho seja mesmo isso: uma forma de arte e um ativo vivo da nossa cultura. Por isso, na passagem do centenário, queremos homenageá-la em várias frentes, identificando pessoas que, tal como nós, estejam a reinventar uma vocação familiar.”

– Pedro Poças Pintão, 4ª geração da família Poças

Das artes de palco, a inspiração chegou de Tomás Wallenstein, identificado como uma das vozes da sua geração. Filho de uma cantora lírica e de um contrabaixista, foi também na música que o seu talento se revelou e aos 26 anos é a voz dos Capitão Fausto, uma das bandas mais influentes da atualidade e que este ano acrescenta um novo disco ao seu portefólio. 

Símbolo de uma geração é também o artista Artur Silva, hoje reconhecido por Bordalo II, nome artístico que escolheu como homenagem ao avô, pintor, promovendo uma continuidade e reinvenção do seu legado artístico. Distanciando-se da pintura clássica, a arte pública viria a ser o palco eleito para as suas explorações de cor, focando-se atualmente no questionamento da sociedade materialista de que faz (também) parte. 

Num outro palco, as cortinas abrem-se para revelar não um, mas vários talentos familiares. É no Teatro do Bolhão que a ACE (Academia Contemporânea do Espetáculo) se afirma como uma das principais escolas de artes performativas do país, formando gerações. Avós, pais e filhos contracenam juntos, mostrando que o Teatro está vivo e continua a desempenhar um importante papel na formação da sociedade.  

Para cada uma destas áreas – literatura, música, arte pública e teatro – estão reservadas várias ações, entre as quais diversos eventos gratuitos para o público, convidando-o a celebrar o centenário com a empresa. Todas as informações serão reveladas nos canais online da Poças, com especial destaque para o site 100.pocas.pt, que além da informação sobre a efeméride se pretende assumir como um ponto de encontro cultural.

Ver programa cultural

Copyright: Elisa Trusso

Isto é literatura, isto é Poças!

Mai 23, 2018


Isto é literatura. Isto é Poças.

Conheça em video a história do escritor Afonso Reis Cabral