Integrado num programa alargado de atividades comemorativas que decorrem ao longo de 2018, o jantar dos 100 anos da Poças reuniu na antiga casa dos avós da escritora Sophia de Mello Breyner, hoje propriedade da Universidade do Porto e sede do jardim botânico daquela cidade, mais de uma centena de clientes, fornecedores e amigos da empresa, entre eles vários produtores do Douro.

Uma escolha com simbolismo, cruzando lugares e experiências e mostrando que o vinho fica bem entre cultura e família. Sim, porque a associação à arte e à família tem sido o fio condutor do programa cultural promovido como celebração do centenário, envolvendo artistas como os Capitão Fausto, Afonso Reis Cabral, Companhia de Teatro do Bolhão ou Bordalo II.

E porque celebrar 100 anos também é narrar histórias, este foi um jantar de memórias do passado, muitas memórias, mas sem esquecer também os desafios do futuro.

Créditos: Jferrand

Conheça a nossa Quinta das Quartas

Set 15, 2018

É na Quinta das Quartas que se situa o centro de vinificação Poças. Mais do que os 2,5 hectares de vinha, esta quinta destaca-se pela grande cave de envelhecimento de Vinhos do Porto. Aí repousam até 25.000 hectolitros em cascos de madeira, desde meias-pipas de 267 litros até balseiros de 88.000 litros. Na moderna adega vinificam-se desde 1996 as produções de todas as quintas da Poças, num total de 1,1 milhões de litros de vinho. Inclui um pequeno núcleo museológico onde podem ver-se os lagares primitivos, em granito, de 1873.

Manoel Poças Júnior tinha uma grande dedicação por esta sua primeira quinta no Douro. Visitava-a quase todas as semanas, percorrendo os últimos 700 metros a pé, por carreiros pedregosos. Sonhava um dia poder conduzir o seu automóvel até a quinta, o que nunca chegou a fazer, pois a estrada atual só foi aberta mais tarde.

Créditos: Jferrand

São 100 Anos, Poças!

Mai 01, 2018

Poças celebra 100 anos com programa dedicado à cultura.

No ano em que comemora o 100º aniversário, a Poças vai promover um conjunto de iniciativas ligadas à arte e à cultura, revelando novos talentos e homenageando o conceito de legado familiar. 

O programa cultural estende-se à literatura, música, arte pública e teatro. Para cada uma destas áreas, foi convidado um artista que, além de ser também ele herdeiro de um talento familiar, representa atualmente o passado, o presente e o futuro da sua arte.

No capítulo da literatura, a escolha recaiu sobre o jovem escritor Afonso Reis Cabral, vencedor do Prémio Leya em 2014 com o romance “O Meu Irmão”. É trineto de Eça de Queiroz, mas a genética, por si só, não explica tudo. Afonso encontrou o seu próprio caminho e é hoje uma das promessas da Literatura portuguesa, estando já marcado o lançamento de um novo livro para o final do ano. 

“O respeito pela arte e pela cultura é um dos maiores legados deixado pelo nosso bisavô. Talvez porque, para nós, fazer vinho seja mesmo isso: uma forma de arte e um ativo vivo da nossa cultura. Por isso, na passagem do centenário, queremos homenageá-la em várias frentes, identificando pessoas que, tal como nós, estejam a reinventar uma vocação familiar.”

– Pedro Poças Pintão, 4ª geração da família Poças

Das artes de palco, a inspiração chegou de Tomás Wallenstein, identificado como uma das vozes da sua geração. Filho de uma cantora lírica e de um contrabaixista, foi também na música que o seu talento se revelou e aos 26 anos é a voz dos Capitão Fausto, uma das bandas mais influentes da atualidade e que este ano acrescenta um novo disco ao seu portefólio. 

Símbolo de uma geração é também o artista Artur Silva, hoje reconhecido por Bordalo II, nome artístico que escolheu como homenagem ao avô, pintor, promovendo uma continuidade e reinvenção do seu legado artístico. Distanciando-se da pintura clássica, a arte pública viria a ser o palco eleito para as suas explorações de cor, focando-se atualmente no questionamento da sociedade materialista de que faz (também) parte. 

Num outro palco, as cortinas abrem-se para revelar não um, mas vários talentos familiares. É no Teatro do Bolhão que a ACE (Academia Contemporânea do Espetáculo) se afirma como uma das principais escolas de artes performativas do país, formando gerações. Avós, pais e filhos contracenam juntos, mostrando que o Teatro está vivo e continua a desempenhar um importante papel na formação da sociedade.  

Para cada uma destas áreas – literatura, música, arte pública e teatro – estão reservadas várias ações, entre as quais diversos eventos gratuitos para o público, convidando-o a celebrar o centenário com a empresa. Todas as informações serão reveladas nos canais online da Poças, com especial destaque para o site 100.pocas.pt, que além da informação sobre a efeméride se pretende assumir como um ponto de encontro cultural.

Ver programa cultural

Lagarada na Quinta das Quartas

Out 10, 2018
Celebrar 100 anos abre a porta para pensar em novos desafios. Reabilitámos os nossos lagares da Quinta das Quartas e trouxemos o passado para o presente.  Como forma de celebração trouxemos amigos, clientes e colaboradores até à nossa Quinta das Quartas, no Douro (Baixo Corgo).
Veja a galeria de imagens, de um dia de festa. A nossa festa.
Poças, que lagarada!

Créditos: Jferrand