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Bordalo II

Criador de Arte Pública

Artur Silva (Lisboa, 1987) é hoje reconhecido por BORDALO II, nome artístico que escolheu como homenagem ao avô, promovendo uma continuidade e reinvenção do seu legado artístico.

A sua juventude desenrolou-se, precisamente, entre as horas passadas na companhia do avô, o pintor Real Bordalo e a sua incessante paixão pelas aguarelas, e as aventuras em torno do graffiti ilegal no submundo da cidade de Lisboa.

Afirma que os três anos que frequentou na Faculdade de Belas Artes de Lisboa, lhe permitiram
a descoberta da escultura e a experimentação de uma variedade de materiais que o distanciaram da pintura, que o levou até lá. O espaço público viria a ser o palco eleito para as suas explorações de cor e escala e a plataforma onde, gradualmente, foi transformando os seus hábitos e canalizando as suas vivências na construção e desenvolvimento do seu trabalho artístico, que se foca atualmente no questionamento da sociedade materialista e gananciosa de que faz (também) parte.

A produção excessiva de ‘coisas’ ou o consumo exagerado, que resulta na contínua produção de ‘lixo’ e, consequentemente, na destruição do nosso Planeta, são os temas centrais da sua produção artística. Esse ‘lixo’, assume-se como a inusitada e singular matéria-prima que usa na construção das peças de pequena ou grande escala que tem espalhado um pouco por todo o mundo e que acima de tudo, pretender ser, veículo de um manifesto universal.

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